Desfilando na corda bamba.

Quem não gosta de estar na moda? De comprar aquela peça super cool da vitrine? De se vestir como uma celebridades? Mas, afinal, qual o papel destas quatro letrinhas que mexem tanto com a gente? Moda…

Eu sou libriana, estar cercada por coisas belas me faz bem, gosto de me vestir bem, quando criança adorava desenhar roupas, pensava em ser estilista,  curtia passar um tempo na sala de costura da minha avó,  meu trabalho – como publicitária – está muito ligado à estética.

A admiração pela moda permanece. Mas o ano que passei fora do Brasil me fez rever minha posição quanto à ela. Por três motivos.

Primeiro. Limitações de espaço. Uma mala de 32kg para todo este período. Mais da metade do meu guarda roupa ficou para trás. E, na volta, algumas roupas ainda tiveram que ficar por lá, para dar lugar a novas peças. Deu para sobreviver? Com certeza e nem foi tão difícil quanto imaginei.

Segundo. Limitações orçamentárias. Minha mãe sempre disse que economizar grana depende de dois fatores, quanto você ganha e quanto você gasta. Então, já que objetivo lá era viajar e conhecer o máximo possível das culturas locais, o jeito foi cortar nas compras. O ritmo diminuiu bastante. Valeu a pena.

Terceiro. E mais complexo. Pressão social. Ainda não sei se as pessoas da Malásia se importavam menos com moda do que os brasileiros ou se eu é que me importava menos com o que elas pensavam disso. Mas fato é que lá eu me sentia menos pressionada a “estar na moda”. A presença de gente de vários lugares do mundo colocava lado a lado diferentes estilos, por mais que houvesse pontos em comum. Talvez por isso eu me considerava “diferente” deles e percebia que eles aceitavam bem isso. Então, para que tentar me adequar a um novo visual?

Moda é autoexpressão. Moda está ligada à identidade. Moda alimenta a autoestima. Mas moda também é uma infinita pressão em busca do diferente para no final de tudo se tornar igual.

Então, qual o limite para se criar uma relação saudável com a moda, sem se deixar ser sugada por ela? Desafio lançado.

*imagem retirada de http://www.sacoladamoda.blogspot.com

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4 pensamentos sobre “Desfilando na corda bamba.

  1. Goste de mails, parabens Dany

  2. Helena disse:

    Difícil demais não resistir às tentações da moda, ainda mais quando elas vêem acompanhadas das palavras Promoção, Desconto e Bazar, rsrs. Por isso tiro o chapéu pra menina do Um ano sem Zara. Um ano sem comprar nenhuma pecinha de roupa ou sapato…acho que não dou conta não!

  3. Dani Brandão disse:

    Obrigada, Naty!

    Helena, é não é fácil, não. Ainda temos muito a percorrer… Mas também não acho que tem que ser tão radical assim. (E eu aposto q antes de começar esse “um ano sem zara”, essa menina tomou um banho de lojas daqueles hehe!!)

  4. […] de aprofundar em um tema em especial, o “Slow Fashion”, dando continuidade a algumas reflexões que eu fiz sobre como ter uma relação mais saudável com a moda. Mas, antes disso, existem alguns […]

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