O branco que fica entre um ano e outro

Eu terminei 2011 refletindo sobre o porquê de se contar o tempo. E percebi que, apesar da sensação de progressão que ela cria ser ilusória, ela tem as suas vantagens. Uma delas é a ideia da recarga diária. A outra é a de nos oferecer pequenos pauses. Como o que a gente chama de Réveillon.

Os segundos continuam passando na mesma velocidade (pelo menos para os relógios) em 2012. Mas a possibilidade de ter “parado” um pouco pode ter mudado algo em nós. Celebrar que fizemos de bom.  Aprender com os erros. Deixar para trás as mágoas. Traçar novos planos. Essas ações, e apenas elas, são capazes de despertar o novo em nossas vidas. Esse é o sentido do acordar, do verbo “réveiller” em francês, para o ano novo.

Bom dia, 2012!

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2 pensamentos sobre “O branco que fica entre um ano e outro

  1. Reinaldo Teixeira disse:

    Hoje reli seu texto após observar pela janela do quarto um cenário familiar. Nuvens carregadas e baixas, avermelhadas. Algum tempo atrás, eu via o mesmo, da mesma janela. Porém naquele tempo, os olhos marejavam, o coração era só agonia.
    Hoje, a janela é a mesma, a cena é mesma, mas o tempo é outro, os sentimentos são outros.
    Que bom que temos o recomeçar!

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