Arquivo da categoria: Pra fazer

Escolhas

Uma vez, numa aula de cinema, ouvi que você pode ter a mais perfeita descrição física de um personagem, detalhar o que ele gosta ou não de fazer, quem são seus amigos e inimigos, qual sua profissão, onde ele mora e ainda assim você não terá um personagem. O que define um personagem são suas escolhas.

Da mesma forma, você pode ver milhares de fotos de alguém pelas redes sociais, ver o que a pessoa curte, do que ela é fã… Mas você só vai conhecer alguém mesmo nas escolhas do seu dia a dia e nos pequenos detalhes que não vão virar post no Facebook, nem foto no Instagram.

Que me perdoem os milleniuns, mas eu ainda concordo com Vinícius, “a vida é arte do encontro.”

Pause após leitura de texto que aponta a opção da nova geração pelo “não encontro.” Confira aqui.

Etiquetado ,

E se chover?

gotas
Poças vão se refazer.

Gostas vão se esbaldar.

Mágoas vão se dissolver.

Ombros vão se encontrar.

Amigos vão se acolher.

Amores vão se deixar molhar.

O olhar turista

Mais que câmera é preciso lentes internas.
Se afastar do espaço chamado rotina.

O novo pode vir de um ângulo que se acha conhecido.
O belo pode vir do enquadramento que foge do padrão.

Captar paisagens que não cabem em molduras.
Registrar encontros que não se resumem em imagens.

Como bateria, o desejo do  próximo clique.
Como bagagem, uma coleção de novas perspectivas.

Gostou? Deixe seu comentário.
Já curtiu a página do Facebook: aqui.

Imagem retirada daqui.

Etiquetado , , ,

Pra esquentar

Confesso que, se existisse uma lista de fãs do frio, o meu nome estaria lá entre os últimos.

Mas tem algumas coisas que fazem o inverno valer a pena.

 

 

Uma delas é tomar um bom chocolate quente. Eu tenho todo um ritual para fazer o leite esfriar antes de beber e,  não tem jeito, eu sempre queimo a minha língua! Ainda assim vale a pena!

Eu gosto do chocolate quente bem tradicional que, além de bastante chocolate, tem que ter também biscoito maizena. Só que hoje achei uma receita que deu água na boca: Chocolate Quente com Danette. Parece facinho de fazer:

Chocolate Quente com Danette

INGREDIENTES
>> 2 potes de Danette sabor Chocolate ao Leite
>> 1 medida de leite equivalente a um pote de Danette

MODO DE PREPARO
No micro-ondas
Junte os 2 potes de Danette ao leite e misture bem os ingredientes.
Leve ao micro-ondas por 2 minutos.

No fogão convencional
Junte os 2 potes de Danette ao leite e leve ao fogo.
Mexa com uma colher por aproximadamente 5 minutos.

Rendimento: 1 caneca

 

Agora pode até baixar um pouco a temperatura!

 

Tirei a receita daqui ó e a foto daqui ó.

Etiquetado , ,

A vida e suas pausas

“A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos.
Mas pelos momentos que nos tiram a respiração…”

Mafalda Veiga

Essa frase tem ocupado minha cabeça desde o primeiro dia – ou melhor, noite em claro – que comecei a pensar no tema deste blog.

Desde então, venho colecionando pensamentos meus e de outras pessoas  – algumas famosas, outras nem tanto – a esse respeito.

Antes de continuar, preciso esclarecer uma coisa: uma pausa, não é, necessariamente, uma pausa. Existe movimento na pausa. Muitas vezes, ela pode ser bem movimentada até. Uma pausa é apenas uma interrupção. Você congela algo que está fazendo, e começa a viver um filme paralelo. Viajei? Tá, vou ser mais prática. Você pausa as preocupações do trabalho, vai pular de ‘bungee jump’ e cai num rio cheio de crocodilos. Viu, pausar pode ser bem agitado (talvez agitado até demais?). Radicalismo e piadinha infame à parte (desculpem, não resisti), o importante é que a gente sobrevive e isso ainda traz um elemento novo ao nosso dia.

Nos dias agitados que vivemos hoje, dar um pause é um caminho para sair da rotina.

E porque é tão importante sair da rotina? Um texto compartilhado por uma amiga veio responder cientificamente a essa pergunta. “O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos”, diz o Dr. Auro Éder Pereira. Só que, com o passar do tempo, o cérebro passa a ‘ignorar’ os movimentos repetidos. Segundo o autor, “quando você começa a repetir algo exatamente igual, várias vezes, a mente simplesmente apaga a experiência de vida repetida e te coloca no automático.” A rotina, apesar de essencial para nossa vida, faz o tempo acelerar. Sabe aquela sensação que mais um ano acabou e nada aconteceu?

“…a grande maioria das pessoas, ama tanto a rotina, que ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um capítulo só, uma música de uma nota só, repetindo todos os dias, dias após dias, todas as semanas, todos os meses, todos os anos, toda a sua vida.”

Dr. Auro Éder Pereira

Para escapar desta armadilha, o médico recomenda um ‘antídoto’: M & M = Mude e Marque!

Quando pinta um evento novo, o cérebro ‘volta à ativa’ para processar a nova informação. A mudança é uma forma de perceber o tempo, e isso faz sentir mais vivos. Algo que te faça perder o fôlego ou, mesmo, uma mudança não tão radical. Um novo caminho até o trabalho, uma pausa para tomar um café, um novo corte de cabelo… O autor dá várias sugestões, entre elas,uma bem curiosa: “Tenha filhos e animais de estimação, eles destróem a rotina.”

O primeiro “M” está feito? Agora, vem o segundo, também muito importante: marque! O doutor fala da importância de registrar os momentos vividos. Fotos, vídeos, cartões são bons recursos para isso. Eu acrescento que essas são formas de pausar e eternizar os acontecimentos. Tomar consciência deles e celebrá-los através de pequenos rituais também são importantes marcações.

Uma pausa na rotina. Uma pausa na respiração. É isso que torna nossas páginas mais interessante.

“A vida necessita de pausas.”

Carlos Drummond de Andrade

E para fechar, eu te recomendo ler o texto na íntegra, aqui. E te pergunto, qual foi a última vez que a sua respiração foi interrompida?

Etiquetado ,

Já curtiu?

Quer acompanhar as atualizações do blog de perto?
É só curtir a página do Dá Um Pause no Facebook.

Não tem Facebook? Você pode clicar em + Follow (na barra superior, lado esquerdo) ou em RSS – Posts e receber as novidades por e-mail.

Fica a dica ;)

Etiquetado , ,

Buon appetito!

Tolha xadreza, cesta de vime e grama fofinha.
Do que é feito um piquenique? Você ainda se lembra?
Algumas pessoas já se esqueceram. Outras (pasmem) nunca tiveram o prazer de fazer um.
Falta de tempo, de espaço ou de costume?
Fato é que ele tem se tornado cada vez mais raro.

Para um bom piquenique, muito mais do que toalha e cesta, o que não dá para faltar é a disposição para curtir e compartilhar. E não digo no sentido moderno e efêmero desses dois verbos. Disposição para curtir  – apreciar ou degustar – os sabores e as texturas de uma boa comida, a beleza do ambiente ao seu redor, a riqueza de uma conversa sincera. Disposição para compartilhar – doar ou dividir – estes momentos com pessoas que você considera especiais.

Há duas semana atrás, eu tive a chance de dar um pause na rotina para um piquenique especial. O “Piquenique Slow Food” foi um evento de encerramento da Hub Escola de Primavera. Lá pude trocar experiências e descobrir novos sabores. Sim, alimentos orgânicos podem ser bem gostosos. Curti! E o anfitrião e amigo, Paulo Mortara, dividiu com a gente um pouco do que sabe sobre o ‘”Slow Food”, um dos Movimentos Slow que já abordei neste blog. E agora a pausa merecida é para compartilhar com vocês o que recebi.

Na Itália, aonde mais poderia surgir tal movimento? O país em que o prazer de comer ainda sobrevivi (e aqui não consigo deixar de lembrar das palavras de  Elizabeth Gilbert em “Comer, Rezar e Amar”, mas não vamos perder o fio da meada). A associação fundada pelos italianos, em 1989, propaga mais do uma mudança no ritmo de consumo e produção da comida. Além do fast food, ela se opõe ao fast life. Vai contra a aceleração e padronização de produtos e comportamentos, valorizando, para tanto, a cultura local e um uso mais apurado dos nossos sentidos.

Além disso, ter consciência dos processos que envolvem o ato de comer e de suas consequências é um passo fundamental para escolhas mais conscientes. Uma das coisas que o Paulo comentou que me marcou foi sobre a desassociação atual entre a comida e sua origem. Algumas crianças que vivem na cidade nunca viram de perto uma plantação ou uma vaca, por exemplo (pasmem 2). Elas já conhecem os alimentos processados e embalados. Enquanto isso, outros mais crescidinhos parecem ter se esquecido disso.

Para entender melhor esse movimento:

– Um pause para sentir é necessário. O primeiro princípio do Slow Food é o do “BOM”. O sabor e aroma naturais dos alimentos devem ser preservados e apreciados.

– A saúde do consumidor, do produtor e do planeta devem ser respeitadas. O segundo princípio é o do “LIMPO”. Propõe práticas sustentáveis em todo o processo que não poluam ou sobrecarreguem o meio ambiente ou sejam danosas para as pessoas envolvidas.

– Respeitar o trabalho de toda a cadeia produtiva. “JUSTO” é o terceiro princípio do Slow Food. Através de uma remuneração digna para todos os trabalhadores.

A escolha pela alimentação orgânica não, necessariamente, exclui o consumo de carnes, mas a redução deste é recomendada por trazer benefícios para o corpo e o planeta. Mas se você, assim como eu, também acha díficil assumir uma dieta vegetariana, sabia que cortar a carne apenas um dia da semana já pode trazer grandes benefícios. “Segunda sem carne” é uma campanha que já está rolando em São Paulo em parceria com diversos restaurantes e que eu torço para que chegue aqui também.

E, se quiser conhecer mais  caminhos para colocar toda essa teoria em prática, os sites do Slow Food e da Família Orgânica também são boas referências.

Depois de escolhidos os alimentos corretos, é hora de reunir os amigos, esticar a toalha e saborear um delicioso ritual ao ar livre.

(Ah, e pra quem quiser deixar a cor avermelhada apenas para os ingredientes, é bom se lembrar do filtro solar! Eu me esqueci…)

Etiquetado , , , ,

Slow down

Já ouviu falar nos movimentos slow?

Se o ritmo acelerado em que vivemos, comemos, produzimos e compramos já incomodou você alguma vez, este post pode interessar você.

Esse movimento surgiu em contraposição ao conceito “fast food”, no seu sentido mais amplo de padronizar para ganhar em velocidade e tempo. Muito além da comida, o ritmo rápido se alastrou para diversas áreas de nossas vidas e substituiu o conceito de qualidade por quantidade. Já parou para pensar que o “quanto mais melhor” vale tanto para sua mesa, quanto para o seu guarda-roupa ou o seu currículo? Isso sem mencionar o campo dos relacionamentos…

Slow Food, Slow Fashion, Slow Design, Slow Travel, Slow Money, Slow Parenting. Comida, moda, design, turismo, dinheiro, criação dos flihos: já são várias as áreas em que existe uma conscientização e um esforço para desacelerar em busca de mais qualidade de vida para esta e para as próximas gerações. Desta vez, eu gostaria de aprofundar em um tema em especial, o “Slow Fashion”, dando continuidade a algumas reflexões que eu fiz sobre como ter uma relação mais saudável com a moda. Mas, antes disso, existem alguns pontos em comum entre as diferentes áreas que o movimento slow acontece e que eu gostaria de pontuar.

Para se ter mais tempo, seja para degustar um bom prato ou para curtir um passeio com calma, é preciso abrir mão de outras possibilidades. O dia não vai ter mais que 24h, mas você pode escolher o que fazer nelas. Para desacelar é preciso renunciar. E, para isso, é preciso saber quais são as suas prioridades e se dedicar a elas. Esteja realmente presente aonde estiver. Deixe seu lado multitarefas em standby.

Indo mais devagar é possível apreciar mais o caminho e ainda poupar combustível. O “slow” propõe a sustentabilidade de uma forma mais abrangente. Reduzindo a velocidade podemos poupar os recursos naturais e ainda ganhar em qualidade de vida. Nosso corpo, nossa mente e nosso planeta podem ganhar com isso.

Na teoria, parece perfeito, mas será que dá para colocar isso em prática sem se mudar para uma comunidade hippie, no meio do nada? E, importante, será que existe espaço para esse tipo de pensamento no mercado atual?

O ritmo mais devagar tem ganhado cada vez mais adeptos, tanto no momento do consumo, quanto da produção. Apesar de parecer mais fácil aplicar estes conceitos nos nossos momentos de lazer, já tem muita gente que já está colocando-os em prática no trabalho. No Slow Design*, por exemplo, propõe-se mais tempo para pesquisar, experimentar e criar um determinado projeto, levando em conta quem irá utizá-lo, como e quais as consequências da sua produção e posterior descarte. Não se trata apenas de produtos físicos, mas também da reestruturação de processos, experiências e serviços visando um bem-estar duradouro.

Manifesto Slow retirado do blog: Fashionistas Gracas a Deus

E, falando em durar mais, tem coisa mais perecível que a moda? É… É hora de encarar o desafio. Uma indústria que programa a obsolescência de seus produtos para de uma a duas estações. Seu ritmo de transformação é veloz e, mesmo aqueles que se dizem imunes, acabam sendo afetados pelos padrões que ela impõe. O fashion de hoje pode ser o brega de amanhã, e vice-versa. Sedutora, a moda traz a ilusão do novo, capaz de diferenciar em um primeiro momento, mas que pouco tempo depois iguala coloca no mesmo patamar grande parte dos seus consumidores. A moda é movida pela constante “necessidade” de mudar. Um ciclo de desejos que não tem fim. Ou será que tem?

O “Slow Clothing Movement” surgiu como uma reação às produções de moda em massa e propunha como alternativa a criação artesanal de roupas. Desde que foi criado, em 2007, o conceito já evoluiu bastante e ganhou novas interpretações. De acordo com o Portal EcoD**, ‘o Slow Fashion é como buscar uma nova ótica sobre essas “necessidades”. Reestruturar o objetivo da moda e receber essas mudanças de estilos sazonais de maneira responsável, ponderando o contexto sócio-ambiental e subsidiando a ética com o consumidor.’

O Slow Fashion não vai contra as tendências da moda, mas sugere uma utilização mais consciente dela e o alongamento dos ciclos de seus produtos. Vou tentar apontar aqui caminhos nessa direção (alguns eu vi em sites de referências, outros eu mesmo tomei a liberdade de acrescentar):

Susttenta Vida: roupas feitas de malha PET: http://www.susttentavida.com.br/

Asta: cooperativa de artesãos que segue os princípios do comércio justo http://www.redeasta.com.br

Slow Design Award: http://www.slowfashion.at

Tênnis Nike personalizado de acordo com o look: http://www.descolex.com/2011/01/nike-id-generator-pimp-my-kicks/

  1. Escolha por produtos que durem mais tempo e que causem menos danos ao planeta, através, por exemplo, da utilização de materiais reciclados ou da eliminação de procedimentos como lavagem e tingimento na produção. Além disso, dê preferência por empresas que seguem o Fair Trade principles, ou princípios do Comércio Justo.
  2. Evite ou boicote  as grandes redes, chamadas de AKA “Fast-Fashion” ou “McFashion”. Procure se informar sobre a cadeia de produção que está por detrás delas.
  3. Planeje suas compras. Só vá às lojas quando já tiver em mente o quevocêrealmente precisa, note que precisar é diferente de desejar.Escolha produtos que combinem com as peças que você já tem no guarda-roupa e com o seu estilo. Muito cuidado com as armadilhas da liquidação para não ter roupas encalhadas mais tarde.
  4. Passe longe das vitrines e da revistas de moda. O que os olhos não vêem, o coração não sente (nem o bolso). Fique longe da tentação.
  5. Seja cauteloso. Alguns looks passam anos fora de cena e, de repente, voltam. Será que vale a pena investir neles? Talvez seja mais seguro aguardar um pouco mais e ver se você realmente o utilizará e por quanto tempo.
  6. Invista nos “clássicos”. O próprio nome já diz que eles nunca saem de moda, embora possam ganhar novas leituras.
  7. Aposte nos básicos. Cores e modelos que combinam com tudo certamente serão muito mais utilizados.
  8. Ouse nos acessórios. Brincos, colares, bolsas, cintos, óculos e até chapéus. Eles podem renovar um visual e trazer mais personalidade.
  9. Saia da rota. Peças artesanais, que valorizam a cultura local, são produzidas em menor escala e ganham cada vez mais espaço para quem quer algo diferente.

    O bazzar de trocas de roupas virou um grande evento nos EUA: http://swaporamarama.org/

  10. Customize. Quer algo realmente com a sua cara? As boas costureiras particulares estão de volta aos holofotes para criar roupas sob medida e do seu jeito. As grandes empresas também estão apostando no design único. E, se quer ainda mais personalizado: faça você mesmo!
  11. Reforme. Um vestido antigo pode se transformar completamente nas mãos de uma boa costureira e você não corre o risco de encontrar alguém igual a você naquela festa.
  12. Reutilize. Peças vintage ou de segunda mão? Por que não? Você pode levar para casa grande achados seja nos bazares tradicionais ou online, que vem ganhando cada vez mais força.
  13. Troque. Venda. Doe.A roupa não serve mais ou você não há utiliza faz tempo? Pra que ficar com ela ocupando espaço no seu armário, se ela pode ser utilizada por outra pessoa? Faço o círculo girar. Novamente, a internet pode ser um ótimo canal para isso. Outra alternativa é reunir os amigos e conhecidos para uma “venda na garagem”.

    Bazzar de trocas da Revista Estilo pelo Facebook: http://revistaestilo.abril.com.br

  14. Dê preferência a marcas que se preocupam com a saúde e bem-estar de seus modelos e consumidores. Anorexia é uma doença enão padrão de beleza.
  15. Compre menos com cada vez mais frequência. Estaleça algumas metas para você mesma.
  16. Prefira qualidade à quantidade.trabalhacom moda

Bem, dava para falar muito mais aqui sobre os movimentos slow. Pretendo ainda aprofundar em outros temas. Mas o importante é percebermos que atitudes simples que podem fazer a diferença no nosso dia-a-dia, desacelerando nosso nível de estresse e de destruição do meio ambiente. Com diz o ditado: devagar, se vai longe.
Gostou do post? Tem alguma sugestão para fazer? Comente e compartilhe ;)

*Slow design: http://www.slowdesign.org/slowdesign.html

**Slow fashion: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/noticias/slow-fashion-a-moda-pelo-respeito#ixzz1cOMxnY3E

Etiquetado , , ,

Enquadre pra sair do quadrado

Escrevo pra lembrar a mim mesma de ver mais a vida enquadrada. Fotografe, Daniela. Mas não essas milhares de fotos que vemos no Facebook, esse clicar acelerado que mal se importa com o quê e o como.

Fotografar é dedicar um olhar mais demorado. Fotografar é pausar a realidade e congelar um instante. Fotograr é fazer escolhas. Fotografar é decidir por apenas um único ângulo entre milhares de possibilidades. Fotografar é abrir uma janela só sua. Fotografar é enxergar a realidade sob a lente do eu.

Algumas fotos minhas que passaram pelo Instangram e foram parar no Flickr. Quer ver mais? Acesse: http://www.flickr.com/photos/dani_brandao/

A câmera digital, ao mesmo tempo, democratizou e banalizou a fotografia. Eliminou o limite, a espera e a surpresa. Não falo isso com ares saudadosistas, mesmo adoro as inúmeras as vantagens que ela nos trouxe. Mas há quem  proponha um “retorno às origens” através da lomografia, usando essas maquininhas de plástico acima, que produzem diversos efeitos artísticos. E há quem encontre saída na união das duas: a praticidade da foto digital + filtros pós-click disponivéis em aplicativos para telefones como o Pixlromatic . Ainda mais interessantes são os que criam uma comunidade para compartilhamento das fotos, como o Instagram, que tem milhares de fãs de carteirinha, pena que seja restrito aos usuários de iPhone. Derivado dele há também algumas iniciativas que sugere missões para os usuários, como o Instamission.

Câmeras Lomo

Mais importante do que o recurso que será escolhido é manter o estado de alerta para perceber o belo das formas, composições e cores nas coisas mais banais. Se permitir sair fora da caixa. Nunca deixar o “turista”, aquele do olhar virgem, morrer dentro de você. E agora você tem uma missão para o findi, cara Dani.

Etiquetado , ,

Desfilando na corda bamba.

Quem não gosta de estar na moda? De comprar aquela peça super cool da vitrine? De se vestir como uma celebridades? Mas, afinal, qual o papel destas quatro letrinhas que mexem tanto com a gente? Moda…

Eu sou libriana, estar cercada por coisas belas me faz bem, gosto de me vestir bem, quando criança adorava desenhar roupas, pensava em ser estilista,  curtia passar um tempo na sala de costura da minha avó,  meu trabalho – como publicitária – está muito ligado à estética.

A admiração pela moda permanece. Mas o ano que passei fora do Brasil me fez rever minha posição quanto à ela. Por três motivos.

Primeiro. Limitações de espaço. Uma mala de 32kg para todo este período. Mais da metade do meu guarda roupa ficou para trás. E, na volta, algumas roupas ainda tiveram que ficar por lá, para dar lugar a novas peças. Deu para sobreviver? Com certeza e nem foi tão difícil quanto imaginei.

Segundo. Limitações orçamentárias. Minha mãe sempre disse que economizar grana depende de dois fatores, quanto você ganha e quanto você gasta. Então, já que objetivo lá era viajar e conhecer o máximo possível das culturas locais, o jeito foi cortar nas compras. O ritmo diminuiu bastante. Valeu a pena.

Terceiro. E mais complexo. Pressão social. Ainda não sei se as pessoas da Malásia se importavam menos com moda do que os brasileiros ou se eu é que me importava menos com o que elas pensavam disso. Mas fato é que lá eu me sentia menos pressionada a “estar na moda”. A presença de gente de vários lugares do mundo colocava lado a lado diferentes estilos, por mais que houvesse pontos em comum. Talvez por isso eu me considerava “diferente” deles e percebia que eles aceitavam bem isso. Então, para que tentar me adequar a um novo visual?

Moda é autoexpressão. Moda está ligada à identidade. Moda alimenta a autoestima. Mas moda também é uma infinita pressão em busca do diferente para no final de tudo se tornar igual.

Então, qual o limite para se criar uma relação saudável com a moda, sem se deixar ser sugada por ela? Desafio lançado.

*imagem retirada de http://www.sacoladamoda.blogspot.com

Etiquetado , ,