Arquivo da categoria: Pra pensar

De(s)colar

foto(4)

Anúncios
Etiquetado

Doze do seis

Falem bem ou falem mal.
Sozinhos ou acompanhados.
Críticos ou fãs de carteirinha.
Cheios de esperança  ou de pessimismo.

É impossível passarmos por essa data ilesos.

É que nenhum de nós é imune ao amor.

Etiquetado ,

Escolhas

Uma vez, numa aula de cinema, ouvi que você pode ter a mais perfeita descrição física de um personagem, detalhar o que ele gosta ou não de fazer, quem são seus amigos e inimigos, qual sua profissão, onde ele mora e ainda assim você não terá um personagem. O que define um personagem são suas escolhas.

Da mesma forma, você pode ver milhares de fotos de alguém pelas redes sociais, ver o que a pessoa curte, do que ela é fã… Mas você só vai conhecer alguém mesmo nas escolhas do seu dia a dia e nos pequenos detalhes que não vão virar post no Facebook, nem foto no Instagram.

Que me perdoem os milleniuns, mas eu ainda concordo com Vinícius, “a vida é arte do encontro.”

Pause após leitura de texto que aponta a opção da nova geração pelo “não encontro.” Confira aqui.

Etiquetado ,

O olhar turista

Mais que câmera é preciso lentes internas.
Se afastar do espaço chamado rotina.

O novo pode vir de um ângulo que se acha conhecido.
O belo pode vir do enquadramento que foge do padrão.

Captar paisagens que não cabem em molduras.
Registrar encontros que não se resumem em imagens.

Como bateria, o desejo do  próximo clique.
Como bagagem, uma coleção de novas perspectivas.

Gostou? Deixe seu comentário.
Já curtiu a página do Facebook: aqui.

Imagem retirada daqui.

Etiquetado , , ,

O primeiro post do mundo sobre a mania de querer ser o primeiro

(Até que provem o contrário.)

“Nada se cria, tudo se copia.” já dizia Chacrinha adaptando ,para o mundo da tv, a famosa frase de Lavousier “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Mas será que é mesmo assim? Será que o “novo” não existe? Então porque tantas empresas têm se promovido como as primeiras a fazerem alguma coisa? E porque isso desperta tanto o interesse das pessoas?

Mais do que nunca, o “novo” está na moda. O que era uma impressão minha veio a se confirmar no último relatório de tendências da Trend Watching. “Newism” foi o nome atribuído ao fênomeno.

Um dos fatores que tem contribuído para a valorização do “primeiro” é o mundo virtual, com seu ritmo cada vez mais acelerado de consumo das informações. O “novo” se tornou mais acessível e também mais perecível. O que é notícia fresca agora, já pode ter se tornando ultrapassado dias ou, até horas, depois. E fazer parte do “novo” é uma situação de prestígio social. Isso vem gerando altos níveis de excitação ou de ansiedade, dependendo da forma que você lida com isso.

“O status social virá de “estar ligado” no que está acontecendo, sendo assim parte do “novo”.
(Trend Watching)

Promoção seja o dono do primeiro Chevrolet Sonic do Brasil

A busca pelo “primeiro” está ligada à celebração da inovação. O número de patentes registradas cresceu de 1,4 milhão ,em 2000, para 2 milhões, em 2010, segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Daí surgiu a primeira floresta vertical do mundo, em construção em Milão.

Foi realizado o primeiro voo internacional movido por biocombustível do mundo. O percurso entre Brasil e Holanda foi feito pela KLM.


A primeira cidade conectada a Wikipedia foi criada. Localizada no Reino Unido, Monmouthshire possui QR Codes espalhados em seus prédios e monumentos que levam a links da maior enciclopédia online.

Tem também o primeiro Nike para quem não tem pé (o.0), feito para quem sua próteses de fibra de carbono.

Foi desenvolvido o primeiro ticket de estacionamento que mostra onde estão as vagas livres. Útil não?


E teve ainda o primeiro ticket de estacionamento com sabor. Não tão útil? Bem, foi útil pra divulgar a marca de chicletes Wrigley’s na Alemanha. Só não sei se é muito higiênico, mas como tem gente q já faz isso mesmo…


Tem outro tipo de novidade que é a inovação pelo formato. Todo mundo quer ser o primeiro a usar uma mídia de uma forma diferente. Como a agência que criou para a Volkswagem a primeira animação em álbum do Facebook para divulgar sua caminhonet Amarok.

Foi feito o primeiro comercial feito via Twitter. A ação desenvolvida para a marca Smart criou uma animação com uma sequência de tweets reforçando o conceito de que o carro cabe em qualquer lugar, até mesmo em 140 caracteres.

E teve gente usando a estratégia em causa própria. A Holler de Sidney foi a primeira agência de publicidade a ter um site utilizando apemas os boards do Pinterest.

E teve o primeiro anúncio de revista com música. A criação foi para a Budweiser e o anúncio foi transformado em vinil que poderia ser ouvido em uma radiola (para os que ainda tem uma, né).

Mas será que foi esse foi “o primeiro” mesmo?? Publicado anteriormente, o anúncio sonoro da Skol Sensation utilizou um dispositivo e u fone de ouvido acoplado a uma revista para que os clientes pudessem ir “entrando no clima” do festival.

Bem, a disputa por ser “o primeiro” é grande. Mas, em tempos de internet, o primeiro não é necessariamente o primeiro, mas o primeiro a divulgar seu feito.

Ser “o primeiro” pode representar uma inovação de fato quando traz benefícios reais para as pessoas. No entanto, em meio a tanta competitividade ser “o primeiro” pode ser apenas uma estratégia para ganhar visibilidade: o primeiro pelo primeiro.

Qual o sentido de se criar o primeiro elevador lambível do mundo? Talvez o mesmo do primeiro ticket de estacionamento com sabor que vimos acima…

Elevador para a empresa de bolos Jaffa Cakes. Você lamberia?

E qual a vantagem de se organizar o primeiro festival mundial de vídeos de gatos pela internet? Pra mim soa bizarro… Será que os fãs deles curtiram? (e eu estou falando de gatos mesmo, bichos)

O que dizer do primeiro canal de tv exclusivamente para cães? Isso sim é que uma prova de amizade, deixar uma tv a disposição do bichinho.

E qual o sentido de ter o primeiro livro de receitas comestível do mundo? E se você quiser repetir a dose, faz como?


Tem ainda os que regastem o antigo dando uma abordagem de “novo.” Como a primeira foto carregada na internet.

E como saber se algo é “novo” ou “velho”? Tem um site estima isso pelo número de vezes que um link foi compartilhado: www.isitold.com

Só sei que essa busca pelo novo não pode ser convertida em obssessão ou consumo exagerado, afinal, apesar das novidades, o velho bom senso esse sim nunca sai de moda.

Gostou? Deixe seu comentário.
Já curtiu a página do Facebook: aqui.

Etiquetado , , , ,

– Prove que você não é um robô!

Já dá para imaginar o cenário de filme futurista… Iluminação indireta. Paredes e piso de metal. Para desbloquear a porta, você coloca a mão sobre um sensor que analisa a sua identidade digital, enquanto uma câmera lê a sua íris. De repente, uma voz metálica (que vem sabe se lá de onde) diz: “Prove que você não é robô!”

Só que, na verdade, o contexto da frase é bem mais atual do que pode parecer. Alguns sites e blogs a utilizam como introdução antes daquelas letrinhas embaralhadas chamadas de “captchas”. Muitas vezes, decifrá-las pode ser um processo bem estressante (isso será um 4 ou um A? um 8 ou um g?). Tá, mas além de nos irritar, elas devem ter lá sua utilidade, você deve estar se perguntando. Sim, elas servem como códigos de verificação para evitar que máquinas ou softwares mandem spams ou invadam sistemas.

Até aí, tudo bem. Mas será que não tinha uma forma menos pretensiosa de nos pedir para digitar umas letrinhas? Prove que você não é um robô… Que impáfia! Quem é você para duvidar da minha humanidade? Dá vontande de responder assim. Ou cair na gargalhada (e guardar a frase para um momento mais propício, tipo: seu marido deitadão no sofá, enquanto você guarda todas as compras do supermercado).

Gostou? Deixe seu comentário.
Já curtiu a página do Facebook: aqui.

Etiquetado

De volta pro presente

Se tem uma coisa que me faz querer parar tudo, é essa mania que as pessoas têm de querer adiantar o tempo.

Me corrijam se eu estiver errada, por favor. Estamos no mês maio de 2012, outono no hemisfério sul. Certo?
Mas as empresas já lançam seus produtos modelo 2013.

Junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro. 7 meses. O que serão feitos deles?

E o que será do ano novo? Coitado, já nascerá condenado a ser ultrapassado.

Que ânsia é essa de querer viver sempre à frente?

Obsolescência programada. Na escola, aprendi que esse era um recurso para tentar encurtar a vida útil dos produtos. Hoje, percebo que não é só a deles.

 

Gostou? Deixe seu comentário.
Já curtiu a página do Facebook: aqui.

Etiquetado , , ,

Neblina

tem dias que são neblina

feitos do não revelado

interrogações que pairam no ar

espessas cortinas de imaterialidades

enovoados de talvez e serás

condensam sonhos e sublimam desejos

efêmera magia da descoberta

aéreo medo do desconhecido

não tem hora pra acabar

certo, apenas, é que vão passar

 

Gostou? Deixe seu comentário.
Já curtiu a página do Facebook: aqui.

Etiquetado , , , ,

12 lições de Kony 2012

Semana passada, eu fiz um post chamado “Dê um play na esperança: Kony 2012”. Ele começava assim:

O vídeo mais assistido do ano vem gerando muita polêmica, mas também vem fazendo muita gente sonhar. Em menos de um mês, seu conteúdo foi visto por dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Até então pouco conhecido por grande parte das pessoas, o guerrilheiro Joseph Kony virou assunto nas redes sociais e na vida real. Há mais de 20 anos, ele tem sequestrado crianças em Uganda. Meninos e meninas foram transformados em escravos sexuais e em soldados mirins, obrigados a matar e mutilar até mesmo seus pais. O objetivo da ONG “Invisible Child” é sensibilizar e mobilizar pessoas para que a causa se torne conhecida e essa realidade possa ser alterada.

O movimento “Kony 2012” já é considerado um dos maiores cases de ciberativismo já visto. Suas estratégias de construção narrativa (também chamada de ‘storytelling’) e de viralização vem sendo elogiadas por muitos e bombardeadas por outros. Se existe ou não manipulação das informações, eu não posso dizer. O fato é que toda história pressupõe a escolha de um ponto de vista.

Naquele momento, eu já havia visto diversas críticas ao vídeo, mas de lá pra cá elas só aumentaram. Então, pela primeira vez, eu resolvi alterar o que eu já havia publicado aqui. Não é que eu tenha me arrependido, mas confesso que algumas interrogações surgiram na minha cabeça quanto à sua autenticidade. Apesar disso, continuo achando o vídeo excelente no ponto de vista da comunicação e decidi listar as 12 lições que podemos aprender com o vídeo e sua repercussão:

1. Explore o poder de uma boa história. Quem não gosta de ouvir uma? Além de entreter, as histórias aumentam o envolvimento de quem ouve e tem maior chance de ser memorizada. O chamado “storytelling” vem ganhando cada vez mais adeptos e estudiosos.

2. Aposte na emoção. O vídeo Kony só foi um sucesso porque explorou o lado humano dessa situação, fez as pessoas se colocarem no lugar dos personagens, através de um processo catártico.

3. Passe uma mensagem positiva. Mesmo com todo o drama e sofrimento da história, o tom do vídeo é pautado na esperança, ele mostra que é possível transformar a realidade e desperta nas pessoas a capacidade de sonhar.

4. Vá além do online. A mobilização da rede é importante, mas ela deve ser fruto de conexões na “vida real” e deve retornar a ela. O vídeo mostra conexões pessoais que levaram até ele e faz propostas claras de atitudes para os seus espectadores. A internet deve ser usada com ferramenta para potencializar a visibilidade das ações, mas ela sozinha não basta.

5. Concentre seus esforços. A escolha de uma data para que os envolvidos coloquem em prática suas ações pode fortalecer o movimento e dar mais visibilidade a ele, o que só iremos confirmar no dia marcado, 21 de abril.

6. O apelo estético é importante. Os virais caseiros, feitos com recursos ‘toscos’, ainda têm seu espaço, mas as pessoas sabem apreciar o belo e o bem-produzido. Isso traz grande credibilidade ao vídeo.

7. Deixe de lado as máximas como “as pessoas não tem tempo”. A cultura da rapidez julgaria como absurdo um vídeo longo para ser divulgado na internet. Kony tem 30 minutos de duração e bateu recordes de exibição. Uma boa história prende a atenção das pessoas, independente de quanto tempo ela dure. Assim como textos longos continuarão a ser lidos, desde que sejam bons, haja visto os grandes sucessos da literatura e do cinema.

8. Esteja preparado para ser visto em outras mídias, os hits da internet cada vez mais se tornam assunto nos meios tradicionais, como tv e rádio.

9. Apure bem as informações que você divulga. Com a mesma facilidade que um vídeo se torna um sucesso, as informações que podem derrubá-lo podem vir à tona.

10. Procure a transparência na hora de divulgar seus resultados.

11. Esteja preparado para as críticas. Elas certamente virão e melhor caminho não é tentar abafá-las, mas sim respondê-las de forma oficial.

12. Esteja preparado para ser copiado e/ou parafraseado.

Ainda não viu? Vale tirar suas próprias conclusões, dando o play:

Etiquetado , , , , , , ,

A colecionadora que existe em mim, ou não

Sempre admirei as pessoas que colecionam alguma coisa. Elas têm um que de excentricidade. Algo que marca suas personalidades. Você as vê chegando e pensa: lá vem o cara dos óculos, a menina das borboletas, o tio das motos…

Eu acho que nunca fui muito boa nisso.

Quando criança, tinha coleções de papéis de carta e de adesivos. As minhas chegaram a ter sócias: minhas duas irmãs. Era um tal de junta e separa de acordo com as brigas e ânimos. Onde foram parar essas coleções? Abandonadas numa gaveta e depois doadas ao acaso.

E os álbuns de figurinhas? Amar é. Os Fofinhos. Campeonato Brasileiro. Nunca completei um.

Bonecos de Kinder Ovo. Tartarugas. Leões. Hipotámos. Também tentei, em vão.

Tá, talvez não tenham sido coleções muito originais. Será que faltou um interesse genuíno?

Vamos avançar alguns anos então.

Nas minhas últimas viagens, trouxe sempre uma lembrança de cada lugar. A maioria chaveiros.  Tenho dinheiro de alguns países também. O que fazer com tudo isso?

De uns anos pra cá, tenho ‘guardado’ mandalas. Adoro suas formas e cores. Mas, vale colecionar através de fotos? E pelo Pinterest?

E a paixão pela cor verde. Roupas, acessórios e objetos. Só que essas coisas não estão em estantes organizadas, nem serão guardadas indetermindamente.

Será que eu sou pouco compulsiva ou desapegada demais para colecionar?

Mas, afinal, o que define um bom colecionador? O impulso incontrolável por ter sempre mais? A forma sistemática como organiza suas peças? Existe um número mínimo de itens para uma coleção? Uma coleção acaba quando termina?

Etiquetado , , ,