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12 lições de Kony 2012

Semana passada, eu fiz um post chamado “Dê um play na esperança: Kony 2012”. Ele começava assim:

O vídeo mais assistido do ano vem gerando muita polêmica, mas também vem fazendo muita gente sonhar. Em menos de um mês, seu conteúdo foi visto por dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Até então pouco conhecido por grande parte das pessoas, o guerrilheiro Joseph Kony virou assunto nas redes sociais e na vida real. Há mais de 20 anos, ele tem sequestrado crianças em Uganda. Meninos e meninas foram transformados em escravos sexuais e em soldados mirins, obrigados a matar e mutilar até mesmo seus pais. O objetivo da ONG “Invisible Child” é sensibilizar e mobilizar pessoas para que a causa se torne conhecida e essa realidade possa ser alterada.

O movimento “Kony 2012” já é considerado um dos maiores cases de ciberativismo já visto. Suas estratégias de construção narrativa (também chamada de ‘storytelling’) e de viralização vem sendo elogiadas por muitos e bombardeadas por outros. Se existe ou não manipulação das informações, eu não posso dizer. O fato é que toda história pressupõe a escolha de um ponto de vista.

Naquele momento, eu já havia visto diversas críticas ao vídeo, mas de lá pra cá elas só aumentaram. Então, pela primeira vez, eu resolvi alterar o que eu já havia publicado aqui. Não é que eu tenha me arrependido, mas confesso que algumas interrogações surgiram na minha cabeça quanto à sua autenticidade. Apesar disso, continuo achando o vídeo excelente no ponto de vista da comunicação e decidi listar as 12 lições que podemos aprender com o vídeo e sua repercussão:

1. Explore o poder de uma boa história. Quem não gosta de ouvir uma? Além de entreter, as histórias aumentam o envolvimento de quem ouve e tem maior chance de ser memorizada. O chamado “storytelling” vem ganhando cada vez mais adeptos e estudiosos.

2. Aposte na emoção. O vídeo Kony só foi um sucesso porque explorou o lado humano dessa situação, fez as pessoas se colocarem no lugar dos personagens, através de um processo catártico.

3. Passe uma mensagem positiva. Mesmo com todo o drama e sofrimento da história, o tom do vídeo é pautado na esperança, ele mostra que é possível transformar a realidade e desperta nas pessoas a capacidade de sonhar.

4. Vá além do online. A mobilização da rede é importante, mas ela deve ser fruto de conexões na “vida real” e deve retornar a ela. O vídeo mostra conexões pessoais que levaram até ele e faz propostas claras de atitudes para os seus espectadores. A internet deve ser usada com ferramenta para potencializar a visibilidade das ações, mas ela sozinha não basta.

5. Concentre seus esforços. A escolha de uma data para que os envolvidos coloquem em prática suas ações pode fortalecer o movimento e dar mais visibilidade a ele, o que só iremos confirmar no dia marcado, 21 de abril.

6. O apelo estético é importante. Os virais caseiros, feitos com recursos ‘toscos’, ainda têm seu espaço, mas as pessoas sabem apreciar o belo e o bem-produzido. Isso traz grande credibilidade ao vídeo.

7. Deixe de lado as máximas como “as pessoas não tem tempo”. A cultura da rapidez julgaria como absurdo um vídeo longo para ser divulgado na internet. Kony tem 30 minutos de duração e bateu recordes de exibição. Uma boa história prende a atenção das pessoas, independente de quanto tempo ela dure. Assim como textos longos continuarão a ser lidos, desde que sejam bons, haja visto os grandes sucessos da literatura e do cinema.

8. Esteja preparado para ser visto em outras mídias, os hits da internet cada vez mais se tornam assunto nos meios tradicionais, como tv e rádio.

9. Apure bem as informações que você divulga. Com a mesma facilidade que um vídeo se torna um sucesso, as informações que podem derrubá-lo podem vir à tona.

10. Procure a transparência na hora de divulgar seus resultados.

11. Esteja preparado para as críticas. Elas certamente virão e melhor caminho não é tentar abafá-las, mas sim respondê-las de forma oficial.

12. Esteja preparado para ser copiado e/ou parafraseado.

Ainda não viu? Vale tirar suas próprias conclusões, dando o play:

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Era uma vez

E se as duas principais histórias de Natal fossem uma só?

Era uma vez um pequenino planeta, onde vivia um senhor de barbas brancas e ideias iluminadas.

Certo dia, ele decidiu distribuir sonhos embrulhados para presentes. Mas esses só chegariam até às pessoas que neles verdadeiramente acreditassem. E, assim, ele saiu de encontro a seres não muito grandes no tamanho, mas gigantes no coração.

Apenas uma entrega não foi feita. Era um menino que acabara de chegar. Vivia em um local distante, junto à família em uma manjedoura. O velhinho não poderia deixá-lo de fora.

Pediu ajuda a três observadores do firmamento. Guiados pelo brilho de uma estrela, cada um levou um presente especial. “Fé”, “proteção” e “prosperidade”: foram entregues naquela noite e, mais tarde, seriam distribuídos para toda a humanidade.

E, desde então, naquela data, foi proclamado: feliz natal para sempre.”

Não importa qual a crença, o Natal vem para nos contar sobre o poder transformador do amor e da esperança.

Eu desejo a você boas festas e um 2012 transformador!

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