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O olhar turista

Mais que câmera é preciso lentes internas.
Se afastar do espaço chamado rotina.

O novo pode vir de um ângulo que se acha conhecido.
O belo pode vir do enquadramento que foge do padrão.

Captar paisagens que não cabem em molduras.
Registrar encontros que não se resumem em imagens.

Como bateria, o desejo do  próximo clique.
Como bagagem, uma coleção de novas perspectivas.

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Imagem retirada daqui.

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Enquadre pra sair do quadrado

Escrevo pra lembrar a mim mesma de ver mais a vida enquadrada. Fotografe, Daniela. Mas não essas milhares de fotos que vemos no Facebook, esse clicar acelerado que mal se importa com o quê e o como.

Fotografar é dedicar um olhar mais demorado. Fotografar é pausar a realidade e congelar um instante. Fotograr é fazer escolhas. Fotografar é decidir por apenas um único ângulo entre milhares de possibilidades. Fotografar é abrir uma janela só sua. Fotografar é enxergar a realidade sob a lente do eu.

Algumas fotos minhas que passaram pelo Instangram e foram parar no Flickr. Quer ver mais? Acesse: http://www.flickr.com/photos/dani_brandao/

A câmera digital, ao mesmo tempo, democratizou e banalizou a fotografia. Eliminou o limite, a espera e a surpresa. Não falo isso com ares saudadosistas, mesmo adoro as inúmeras as vantagens que ela nos trouxe. Mas há quem  proponha um “retorno às origens” através da lomografia, usando essas maquininhas de plástico acima, que produzem diversos efeitos artísticos. E há quem encontre saída na união das duas: a praticidade da foto digital + filtros pós-click disponivéis em aplicativos para telefones como o Pixlromatic . Ainda mais interessantes são os que criam uma comunidade para compartilhamento das fotos, como o Instagram, que tem milhares de fãs de carteirinha, pena que seja restrito aos usuários de iPhone. Derivado dele há também algumas iniciativas que sugere missões para os usuários, como o Instamission.

Câmeras Lomo

Mais importante do que o recurso que será escolhido é manter o estado de alerta para perceber o belo das formas, composições e cores nas coisas mais banais. Se permitir sair fora da caixa. Nunca deixar o “turista”, aquele do olhar virgem, morrer dentro de você. E agora você tem uma missão para o findi, cara Dani.

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