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O primeiro post do mundo sobre a mania de querer ser o primeiro

(Até que provem o contrário.)

“Nada se cria, tudo se copia.” já dizia Chacrinha adaptando ,para o mundo da tv, a famosa frase de Lavousier “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” Mas será que é mesmo assim? Será que o “novo” não existe? Então porque tantas empresas têm se promovido como as primeiras a fazerem alguma coisa? E porque isso desperta tanto o interesse das pessoas?

Mais do que nunca, o “novo” está na moda. O que era uma impressão minha veio a se confirmar no último relatório de tendências da Trend Watching. “Newism” foi o nome atribuído ao fênomeno.

Um dos fatores que tem contribuído para a valorização do “primeiro” é o mundo virtual, com seu ritmo cada vez mais acelerado de consumo das informações. O “novo” se tornou mais acessível e também mais perecível. O que é notícia fresca agora, já pode ter se tornando ultrapassado dias ou, até horas, depois. E fazer parte do “novo” é uma situação de prestígio social. Isso vem gerando altos níveis de excitação ou de ansiedade, dependendo da forma que você lida com isso.

“O status social virá de “estar ligado” no que está acontecendo, sendo assim parte do “novo”.
(Trend Watching)

Promoção seja o dono do primeiro Chevrolet Sonic do Brasil

A busca pelo “primeiro” está ligada à celebração da inovação. O número de patentes registradas cresceu de 1,4 milhão ,em 2000, para 2 milhões, em 2010, segundo a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.

Daí surgiu a primeira floresta vertical do mundo, em construção em Milão.

Foi realizado o primeiro voo internacional movido por biocombustível do mundo. O percurso entre Brasil e Holanda foi feito pela KLM.


A primeira cidade conectada a Wikipedia foi criada. Localizada no Reino Unido, Monmouthshire possui QR Codes espalhados em seus prédios e monumentos que levam a links da maior enciclopédia online.

Tem também o primeiro Nike para quem não tem pé (o.0), feito para quem sua próteses de fibra de carbono.

Foi desenvolvido o primeiro ticket de estacionamento que mostra onde estão as vagas livres. Útil não?


E teve ainda o primeiro ticket de estacionamento com sabor. Não tão útil? Bem, foi útil pra divulgar a marca de chicletes Wrigley’s na Alemanha. Só não sei se é muito higiênico, mas como tem gente q já faz isso mesmo…


Tem outro tipo de novidade que é a inovação pelo formato. Todo mundo quer ser o primeiro a usar uma mídia de uma forma diferente. Como a agência que criou para a Volkswagem a primeira animação em álbum do Facebook para divulgar sua caminhonet Amarok.

Foi feito o primeiro comercial feito via Twitter. A ação desenvolvida para a marca Smart criou uma animação com uma sequência de tweets reforçando o conceito de que o carro cabe em qualquer lugar, até mesmo em 140 caracteres.

E teve gente usando a estratégia em causa própria. A Holler de Sidney foi a primeira agência de publicidade a ter um site utilizando apemas os boards do Pinterest.

E teve o primeiro anúncio de revista com música. A criação foi para a Budweiser e o anúncio foi transformado em vinil que poderia ser ouvido em uma radiola (para os que ainda tem uma, né).

Mas será que foi esse foi “o primeiro” mesmo?? Publicado anteriormente, o anúncio sonoro da Skol Sensation utilizou um dispositivo e u fone de ouvido acoplado a uma revista para que os clientes pudessem ir “entrando no clima” do festival.

Bem, a disputa por ser “o primeiro” é grande. Mas, em tempos de internet, o primeiro não é necessariamente o primeiro, mas o primeiro a divulgar seu feito.

Ser “o primeiro” pode representar uma inovação de fato quando traz benefícios reais para as pessoas. No entanto, em meio a tanta competitividade ser “o primeiro” pode ser apenas uma estratégia para ganhar visibilidade: o primeiro pelo primeiro.

Qual o sentido de se criar o primeiro elevador lambível do mundo? Talvez o mesmo do primeiro ticket de estacionamento com sabor que vimos acima…

Elevador para a empresa de bolos Jaffa Cakes. Você lamberia?

E qual a vantagem de se organizar o primeiro festival mundial de vídeos de gatos pela internet? Pra mim soa bizarro… Será que os fãs deles curtiram? (e eu estou falando de gatos mesmo, bichos)

O que dizer do primeiro canal de tv exclusivamente para cães? Isso sim é que uma prova de amizade, deixar uma tv a disposição do bichinho.

E qual o sentido de ter o primeiro livro de receitas comestível do mundo? E se você quiser repetir a dose, faz como?


Tem ainda os que regastem o antigo dando uma abordagem de “novo.” Como a primeira foto carregada na internet.

E como saber se algo é “novo” ou “velho”? Tem um site estima isso pelo número de vezes que um link foi compartilhado: www.isitold.com

Só sei que essa busca pelo novo não pode ser convertida em obssessão ou consumo exagerado, afinal, apesar das novidades, o velho bom senso esse sim nunca sai de moda.

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Neblina

tem dias que são neblina

feitos do não revelado

interrogações que pairam no ar

espessas cortinas de imaterialidades

enovoados de talvez e serás

condensam sonhos e sublimam desejos

efêmera magia da descoberta

aéreo medo do desconhecido

não tem hora pra acabar

certo, apenas, é que vão passar

 

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