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A vida e suas pausas

“A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos.
Mas pelos momentos que nos tiram a respiração…”

Mafalda Veiga

Essa frase tem ocupado minha cabeça desde o primeiro dia – ou melhor, noite em claro – que comecei a pensar no tema deste blog.

Desde então, venho colecionando pensamentos meus e de outras pessoas  – algumas famosas, outras nem tanto – a esse respeito.

Antes de continuar, preciso esclarecer uma coisa: uma pausa, não é, necessariamente, uma pausa. Existe movimento na pausa. Muitas vezes, ela pode ser bem movimentada até. Uma pausa é apenas uma interrupção. Você congela algo que está fazendo, e começa a viver um filme paralelo. Viajei? Tá, vou ser mais prática. Você pausa as preocupações do trabalho, vai pular de ‘bungee jump’ e cai num rio cheio de crocodilos. Viu, pausar pode ser bem agitado (talvez agitado até demais?). Radicalismo e piadinha infame à parte (desculpem, não resisti), o importante é que a gente sobrevive e isso ainda traz um elemento novo ao nosso dia.

Nos dias agitados que vivemos hoje, dar um pause é um caminho para sair da rotina.

E porque é tão importante sair da rotina? Um texto compartilhado por uma amiga veio responder cientificamente a essa pergunta. “O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos”, diz o Dr. Auro Éder Pereira. Só que, com o passar do tempo, o cérebro passa a ‘ignorar’ os movimentos repetidos. Segundo o autor, “quando você começa a repetir algo exatamente igual, várias vezes, a mente simplesmente apaga a experiência de vida repetida e te coloca no automático.” A rotina, apesar de essencial para nossa vida, faz o tempo acelerar. Sabe aquela sensação que mais um ano acabou e nada aconteceu?

“…a grande maioria das pessoas, ama tanto a rotina, que ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um capítulo só, uma música de uma nota só, repetindo todos os dias, dias após dias, todas as semanas, todos os meses, todos os anos, toda a sua vida.”

Dr. Auro Éder Pereira

Para escapar desta armadilha, o médico recomenda um ‘antídoto’: M & M = Mude e Marque!

Quando pinta um evento novo, o cérebro ‘volta à ativa’ para processar a nova informação. A mudança é uma forma de perceber o tempo, e isso faz sentir mais vivos. Algo que te faça perder o fôlego ou, mesmo, uma mudança não tão radical. Um novo caminho até o trabalho, uma pausa para tomar um café, um novo corte de cabelo… O autor dá várias sugestões, entre elas,uma bem curiosa: “Tenha filhos e animais de estimação, eles destróem a rotina.”

O primeiro “M” está feito? Agora, vem o segundo, também muito importante: marque! O doutor fala da importância de registrar os momentos vividos. Fotos, vídeos, cartões são bons recursos para isso. Eu acrescento que essas são formas de pausar e eternizar os acontecimentos. Tomar consciência deles e celebrá-los através de pequenos rituais também são importantes marcações.

Uma pausa na rotina. Uma pausa na respiração. É isso que torna nossas páginas mais interessante.

“A vida necessita de pausas.”

Carlos Drummond de Andrade

E para fechar, eu te recomendo ler o texto na íntegra, aqui. E te pergunto, qual foi a última vez que a sua respiração foi interrompida?

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